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| O
bordão
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Luiz Roque professor, poeta e escritor
A poesia abaixo está publicada em seu livro "Aldebarã
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Tu vês? Nossa jornada vai chegando ao fim.
E quando, hoje, recordo o início desta lida,
pensando ver espinhos rudes no jardim,
tu mostras-me a estultice de julgar a vida.
Se, ao longe, no
passado, às vezes, intervim,
para evitar caminho errado ou sem saída,
aos filhos, não me cabe mais um não ou sim,
porque, de alguma forma, a senda está escolhida.
Resta-nos, pois,
querida, prosseguir na estrada,
com recíproco apoio e cautos na passada,
pra melhor concluir o que nós começamos.
Temos uma verdade no
ponto em que estamos:
quando o mundo faltar e a destreza se for,
será nosso bordão este sereno amor.
(1993)
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